Esta semana foi uma semana um pouco diferente. Após as férias da Páscoa e já preparada para voltar à carga, acabei por fazer um corte na zona de apoio do pé, pelo que fiquei impossibilitada, temporariamente, de trabalhar, pois não conseguia caminhar nem conduzir. O atestado prolongou as férias até 4.ª feira (14/03) e no dia seguinte voltámos à carga.
Fui recebida pelo A., que embora não expresse os seus sentimentos da forma que achamos comum, pareceu mais confortável do que o normal. Trabalhámos imenso, quando olhei para o relógio, já as nossas duas horas estavam no fim. Estivemos a trabalhar numas fichas de Matemática propostas pela professora da turma.
Depois, supostamente estaria com a J., mas esta semana ela está por casa também, ficou com varicela e agora temos de esperar até que fique boa:)
De tarde, o G. deu-me um daqueles abraços e como gente grande perguntou: "Dói-te muito o pé, professora?" Pequeninos bem mais sensíveis que muita da gente graúda:)
Mas depois foi altura de trabalhar. Para esta semana tinha pensado numa actividade de enriquecimento: plantar moranguinhos e antes que os pés de morangueiro secassem por não os passar para um vazinho, pusemos as mãos à obra. Estivemos portanto a discutir acerca das necessidades de uma planta, como nascem os frutos, etc. e o G. mostrou-se muito interessado. Passámos a terra para o vaso, o pézinho de morango também e faltava-nos um lindo espantalho para afugentar todo o bichinho que nos quisesse comer os moranguinhos.


Acabámos a aula com uma revisão das letras, visto que as férias poderiam ter trazido esquecimento:)
Sei que raramente menciono (se é que mencionei), que tem um outro menino, o D. Mas faço-lhe acompanhamento na aula, é um doce e engraçado. Está sempre a perguntar quando vou para o pé dele e quando vou, está sempre a perguntar quando vou embora (sou muito chatinha não sou?:)
Não falo muito dele porque não uso grandes estratégias, apenas o que me surge dentro da sala de aula para lhe facilitar as aprendizagens e propiciar a manutenção da atenção, visto ser esta a grande dificuldade do D., dada as suas dificuldades ao nível da percepção sensorial (sofre de deficiência auditiva e visual).
No entanto, desde que se apercebeu que tem sucesso, que é capaz de tanto ou mais do que os outros, mostra-se um aluno empenhadíssimo e interessado. Daí não o mencionar muito neste nosso espaço...
Até para a semana!
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